{"doi":"10.36660/abc.20240696","title":"Controle de Temperatura após Parada Cardíaca: Uma Revisão Narrativa na Perspectiva de um País em Desenvolvimento","abstract":"<jats:p>Resumo O gerenciamento direcionado de temperatura (GDT) é atualmente a única intervenção potencialmente neuroprotetora recomendada para cuidados pós-parada cardíaca. No entanto, há preocupações entre a comunidade científica em relação às evidências conflitantes que apoiam essa recomendação. Além disso, a maior parte dos ensaios incluídos em revisões sistemáticas que informam diretrizes e recomendações foram conduzidos em países desenvolvidos, com mix de casos e características dos pacientes que diferem significativamente da realidade de países em desenvolvimento como o Brasil. Temperaturas corporais elevadas induzem alterações na integridade da barreira hematoencefálica e aumentam a demanda cerebral por oxigênio. Podem causar desequilíbrios no metabolismo de oxigênio cerebral e no fluxo sanguíneo, levando à inflamação e apoptose. O objetivo principal do GDT é controlar as vias secundárias de lesão, evitando altas temperaturas. O GDT, anteriormente denominado hipotermia terapêutica, foi usado pela primeira vez para tratar lesão cerebral pós-parada cardíaca na década de 1950. Desde então, temos realizado ensaios clínicos relevantes sobre o GDT, com resultados conflitantes, como os seguintes: GDT1, estudo HACA, GDT2, estudo HYPERION e algumas metanálises mantiveram o manejo da temperatura após uma parada cardíaca em discussão. Além de individualizar a temperatura-alvo ideal para cenários clínicos e perfis de pacientes específicos, outros aspectos da administração de GDT de alta qualidade são cruciais. O momento de obtenção da temperatura-alvo, a duração do resfriamento, as taxas de reaquecimento e as práticas de sedação foram avaliados em ensaios clínicos recentes. Em conclusão, é crucial determinar a abordagem de GDT mais eficaz para alcançar os melhores resultados neurológicos possíveis, minimizando os potenciais efeitos adversos.</jats:p>","journal":"Arquivos Brasileiros de Cardiologia","year":2025,"id":615248,"datarank":0.10397207708399181,"base_score":0.6931471805599453,"endowment":0.6931471805599453,"self_citation_contribution":0.10397207708399181,"citation_network_contribution":0.0,"self_endowment_contribution":0.10397207708399181,"citer_contribution":0.0,"corpus_percentile":null,"corpus_rank":null,"citation_count":1,"citer_count":0,"citers_with_citation_signal":0,"citers_with_endowment":0,"datacite_reuse_total":0,"is_dataset":false,"is_dataset_confidence":null,"is_data_producer":false,"deposit_databanks":null,"is_oa":false,"file_count":0,"downloads":0,"has_version_chain":false,"published_date":null,"fair_score":null,"fair_percentile":null,"algorithm_id":"datarank_citation_only_1hop_v6","ranking_scope":"data_only","authors":[{"id":379553,"name":"Gisele Sampaio Silva","orcid":"0000-0002-3247-3123","position":1,"is_corresponding":false},{"id":723248,"name":"Pedro Kurtz","orcid":"0000-0002-4469-8645","position":2,"is_corresponding":false},{"id":1585691,"name":"Sergio Timerman","orcid":"0000-0001-6583-6595","position":3,"is_corresponding":false},{"id":1585690,"name":"Rafaela dos Santos Braga","orcid":null,"position":0,"is_corresponding":false}],"reference_count":0,"raw_metadata":{"has_enrichment":true,"resolved":true,"title":"Controle de Temperatura após Parada Cardíaca: Uma Revisão Narrativa na Perspectiva de um País em Desenvolvimento","abstract":"<jats:p>Resumo O gerenciamento direcionado de temperatura (GDT) é atualmente a única intervenção potencialmente neuroprotetora recomendada para cuidados pós-parada cardíaca. 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